Home Data de criação : 09/02/27 Última atualização : 11/10/17 11:58 / 6 Artigos publicados

Instituto Sapientiae  escrito em domingo 22 março 2009 20:46

Blog de giselevgomes :Gi Esperança, Instituto Sapientiae

Me inscrevi em Dezembro de 2008 na esperança de conseguir o tratamento para infertilidade. Após passar por uma peneira de 1000 casais, ficamos entre os 200 selecionados. E, finalmente no mês de Março, o instituto nos contatou para uma consulta. Estou esperançosa apesar de isto não ser garantia para conseguir o tratamento.  Lá o Dr.  nos pediu uma bateria de exames , dentre eles a temida histerossalpingografia. Não é um exame barato até porque é um tanto complexo, como a guia não é aceita pelo SUS terei de pagar do meu bolso. Mas agora minha esperanças brotaram novamente.  Espero que em breve, eu possa relatar aqui minha alegria.

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Dicas para engravidar  escrito em quinta 05 março 2009 15:31

Blog de giselevgomes :Gi Esperança, Dicas para engravidar

As relações devem ser feitas durante o período fértil e um dia sim e outro não. O período fértil da maioria das mulheres é entre o 11º e 14º dia do ciclo menstrual, lembrando que o primeiro dia da menstruação é contado como dia 1. Saiba qual será seu período fértil utilizando nossa calculadora de ovulação.

Deve-se evitar o uso de cremes vaginais durante o período fértil, pois isso dificulta a locomoção dos espermatozóides.

Se a mulher deixar seu marido muito excitado antes da relação, fará com que ele ejacule com maior intensidade, aumentando assim, o volume de esperma.

A mulher deve procurar não fazer limpeza vaginal e nem urinar logo após o ato sexual, pois isso diminui a quantidade de espermatozóides em sua vagina.

Após o ato sexual, a mulher deve ficar com as pernas elevadas por no mínimo meia hora. Isso fará com que os espermatozóides encontrem com maior facilidade o colo do útero, e consequentemente evita a perda de esperma pela vagina.

Coma melhor para poder engravidar. Cerca de 12% dos casos de infertilidade são resultado de mulheres que pesam muito ou pouco. Coma mais frutas frescas e hortaliças, que lhe darão, com menos calorias, os nutrientes que seu corpo necessita para engravidar. Elimine o álcool, que pode ter efeitos nocivos à concepção e ao feto. Os transtornos da alimentação, como anorexia, bulimia ou ingestão compulsiva podem prejudicar as probabilidades. As dietas muito rígidas ou excessivamente restritivas podem ser nocivas à fertilidade.

Melhore sua aptidão física. Há indícios de que o exercício moderado pode ajudar a engravidar, já que ajuda a reduzir a gordura corporal, que mantém uma clara conexão com os hormônios e a fertilidade. Cerca de 30% do estrogênio vem das células adiposas; logo, se há pouca gordura ou em excesso, pode-se alterar o equilíbrio hormonal, diminuindo as probabilidades de concepção. O exercício moderado e regular pode queimar o excesso de gordura, reforçando sua fertilidade, sua saúde cardíaca e seus níveis de energia. Se você não faz exercício regularmente, comece gradualmente para tentar fazer com que a atividade física torne-se parte de sua rotina diária. Depois, poderá adotar uma rotina de exercício regular. Trinta minutos ao dia, 4 ou 5 dias por semana, pode fazer uma diferença em seus níveis de gordura. Cuidado com os excessos, o exercício excessivamente vigoroso também pode afetar sua fertilidade. Os exercícios de baixo impacto são ideais, como caminhada.

As melhores posições sexuais. Para ficar grávida, os espermatozóides devem ser depositados o mais próximo possível do colo uterino da mulher. Há certas posições sexuais que podem ajudar. Os especialistas recomendam evitar sexo em posições contrárias à gravidade, já que diminui a probabilidade de os espermatozóides cheguarem ao colo do útero. Evite fazer sexo sentada, de pé ou por cima do homem. Uma posição ideal é a do homem por cima da mulher, porque ela permite que a penetração seja mais profunda. Outro modo de aumentar a exposição do colo aos espermatozóides, é manter relações deitados, um ao lado do outro. Há estudos que sugerem que o orgasmo feminino é importante, porque as contrações que o acompanham podem ajudar a levar os espermatozóides para mais perto do colo.

Essas são algumas dicar que aceleram o processo para engravidar, mas o mais importante é relaxar, curtir o momento e deixar a ansiedade de lado.

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Problemas de Fertilidade  escrito em quinta 05 março 2009 15:22

Blog de giselevgomes :Gi Esperança, Problemas de Fertilidade

Saiba quais são as causas, formas de tratamento e como deve proceder.

 
   
 
 

Calcula-se que um casal em cada sete possa ter problemas de fertilidade. Num terço dos casos, a situação tem origem na mulher, noutro terço tem origem no homem e, no terço restante, o problema pode ser de ambos ou a causa ser desconhecida. Qualquer destas situações deve ser encarada como um problema do casal, no qual ambos deverão estar envolvidos.

Quando é que o casal deve procurar ajuda especializada?

 

Dificuldade em engravidar não é necessariamente um problema de fertilidade. Diz-se que um casal tem problemas de fertilidade quando após um a dois anos de actividade sexual sem utilização de métodos contraceptivos não ocorre uma gravidez.

 

Recomenda-se que o casal procure ajuda especializada quando a gravidez não ocorre ao fim de dois anos. Se a mulher tiver mais de 30 anos, o casal deve procurar ajuda ao fim de um ano.

Quais são as causas?

 

Coexistem diversos factores, quer no campo das vivências físicas quer psicológicas, que individualmente ou associados, podem condicionar a fertilidade do casal.

 

Para identificar as causas da infertilidade é necessário proceder a uma série de entrevistas e exames. Trata-se de um processo que pode ser física e emocionalmente desgastante, mas que é importante para que se possa determinar quais os tratamentos mais adequados a cada caso.

Quais são as formas de diagnóstico?

Em primeiro lugar, o casal deve consultar um médico. Nessa consulta são avaliados os antecedentes clínicos de ambos, no que respeita a doenças e intervenções cirúrgicas efectuadas, características do ciclo menstrual, dificuldades sexuais e o estilo de vida do casal.

 

Contudo, em muitos casos estes procedimentos não são suficientes para caracterizar a situação, pelo que se torna necessário realizar exames complementares de diagnóstico, como, por exemplo, o controlo do equilíbrio hormonal e a análise do esperma.

Quais são as formas de tratamento?

 

Em alguns casos, o problema fica resolvido com a determinação da altura mais adequada para haver relações sexuais, após o estudo do período fértil do ciclo menstrual.

 

Noutros, podem utilizar-se uma ou várias formas de tratamento disponíveis, que serão sempre realizadas com o consentimento informado do casal:

  • Medicação – Há medicamentos que podem ajudar a regular os problemas que possam existir a nível hormonal no homem ou na mulher (por exemplo, medicamentos para provocar a ovulação);
  • Cirurgia – Podem ser utilizadas certas técnicas cirúrgicas para, por exemplo, eliminar obstáculos físicos que estejam a dificultar ou a impedir o processo de fecundação;
  • Técnicas laboratoriais – Há várias técnicas de fertilização com apoio laboratorial, entre as quais a inseminação intra-uterina ou a fertilização in vitro.

Estas técnicas têm sucesso garantido?

 

Não é possível garantir resultados. O sucesso destas técnicas varia de acordo com o problema, o tratamento utilizado e outros factores.

 

A infertilidade total, ou esterilidade, é rara. Contudo, e mesmo com a evolução tecnológica actual, em cerca de 15 por cento das situações de infertilidade não é possível determinar quais são as causas e, consequentemente, intervir de modo a tentar ultrapassar o problema.

Onde podemos obter ajuda para os problemas de fertilidade?

  • No centro de saúde, junto do médico de família e nas consultas de planeamento familiar.
  • Nos hospitais e maternidades, nas consultas de ginecologia ou de infertilidade.

Recomendações

É essencial que o casal seja capaz de comunicar sobre os sentimentos e sobre a situação que está a viver ao longo de todo o processo. A infertilidade e as dificuldades que eventualmente possam surgir ao longo do tratamento podem gerar sofrimento psíquico, stress, ansiedade e sentimentos contraditórios, inclusive entre o casal.

 

O apoio da família, dos amigos e dos profissionais de saúde é, por todos os motivos, muito importante e de grande utilidade.

Não hesite em procurar ajuda se considerar necessário e, fundamentalmente, não hesite em esclarecer todas as dúvidas junto dos profissionais de saúde.

E lembre-se: a adopção constitui sempre uma possibilidade para os casais terem filhos, existam ou não problemas de infertilidade.

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Ovários Micropolicísticos  escrito em segunda 02 março 2009 16:30

Síndrome dos Ovários Policísticos

O que é a síndrome dos ovários micropolicísticos?

O termo “síndrome dos ovários micropolicísticos” (também conhecida pela abreviatura, “SOMP”) descreve um grupo de sintomas e de alterações nos níveis de hormônios de algumas mulheres. O nome origina-se do fato de que pacientes com esse transtorno freqüentemente (mas nem sempre) apresentam múltiplos pequenos cistos (nódulos) indolores nos seus ovários, o que pode ser visualizado por exames de ultrassom. Esses cistos são benignos. No entanto, as alterações hormonais provocadas pela síndrome podem causar sintomas importantes, com grande stress emocional para a mulher afetada.

Os achados mais importantes na SOMP são os seguintes:
a) alterações menstruais (menstruações "desreguladas");
b) excesso de hormônios masculinos (acne, pele oleosa, excesso de pêlos);
c) infertilidade (dificuldade em engravidar).

A SOMP é comum?

A SOMP é uma alteração muito comum de mulheres em idade reprodutiva, podendo atingir de 4 a 11% dessa população (em média, 7% das mulheres entre os 20 e os 50 anos de idade). De fato, muitos autores afirmam que a SOMP é a doença endócrina mais comum em mulheres na idade fértil.

Quais são os sintomas da SOMP?

Os sintomas da síndrome incluem:

1) irregularidade menstrual (menstruações ausentes ou que atrasam com muita freqüência, geralmente desde a adolescência);
2) infertilidade (dificuldade para engravidar, devido à falta de ovulação – que constitui uma das queixas mais importantes dessas pacientes quando procuram o médico);
3) acne (cravos e espinhas na pele), especialmente ao redor do queixo, no tórax e no dorso;
4) excesso de pêlos no rosto (principalmente no queixo e no buço) e no restante do corpo (braços, pernas, virilha);
5) perda de cabelo, com áreas de rarefação na cabeça;
6) pele e cabelos muito oleosos.

Os últimos 4 sintomas são manifestações de excesso de hormônios masculinos, que é um dos problemas provocados pela síndrome. Algumas pacientes podem apresentar apenas um desses sintomas; outras podem apresentar um quadro mais exuberante. Nem todos esses sintomas precisam estar presentes, ao mesmo tempo, para fazer o diagnóstico de SOMP.
Cerca de 2/3 das pacientes com SOMP apresentam excesso de peso ou obesidade (principalmente quando o acúmulo de gordura acontece mais na região da barriga), mas a síndrome também pode afetar mulheres magras.
A SOMP é extremamente comum, mas muitas mulheres não sabem que são portadoras da síndrome, e podem sofrer durante anos com problemas como a dificuldade para engravidar ou o excesso de pêlos no rosto, antes de ser feito o diagnóstico correto.

 

Qual é a causa da SOMP?

A causa exata da SOMP ainda não é bem conhecida. Suspeita-se que haja mais de uma causa. Em geral, a síndrome é causada por um desequilíbrio dos níveis de alguns hormônios importantes. O que se observa na maioria das mulheres de SOMP é um aumento dos níveis dos hormônios masculinos (andrógenos) no sangue, devido à produção aumentada desses hormônios pelos ovários. Por isso, a SOMP também é conhecida como “síndrome de excesso de andrógenos ovarianos”. O principal andrógeno ovariano que aumenta na síndrome é a testosterona.

Então a SOMP é uma doença apenas dos ovários?

Não. A SOMP é uma doença complexa, relacionada ao funcionamento alterado de vários sistemas do organismo. Além do distúrbio dos ovários, as mulheres com SOMP comumente apresentam um defeito na ação da insulina, um importante hormônio que controla os níveis de açúcar (glicose) e gorduras (colesterol) no sangue. Portanto, mulheres com SOMP têm um risco aumentado de apresentar aumento da glicose (diabetes mellitus) e do colesterol (dislipidemias), o que em última análise pode aumentar seu risco de doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, derrame cerebral etc.). Suspeita-se que esse defeito da ação da insulina (também conhecido como resistência à insulina) desempenhe um papel fundamental no desenvolvimento da SOMP. (Leia mais sobre diabetes clicando aqui.)

Que outras doenças se associam à SOMP?

a) Diabetes mellitus - devido ao defeito na ação da insulina ("resistência à insulina") apresentado por muitas mulheres com SOMP, estas pacientes apresentam um risco bem maior de desenvolver diabetes, em comparação com mulheres sem SOMP. Calcula-se que aproximadamente 50% das mulheres com SOMP vão apresentar níveis aumentados de glicose (açúcar) no sangue antes dos 40 anos de idade. Por outro lado, 25 a 50% das mulheres com diabetes entre os 20 e os 50 anos de idade também são portadoras de SOMP. O risco de diabetes é ainda maior para pacientes com SOMP obesas. (Leia mais sobre diabetes clicando aqui.)
b) Doenças do fígado - estudos recentes indicam que 2/3 das pacientes com SOMP apresentam um acúmulo anormal de gordura no fígado, que é chamado de "esteato-hepatite não alcoólica". Entretanto, quando essas mulheres fazem exames de sangue para avaliar o fígado, a maioria tem resultados normais. O excesso de gordura no fígado, na maior parte das vezes, só é encontrado quando se faz um exame de ultrassom. Essa alteração do fígado é importante porque muitas vezes a esteato-hepatite acaba evoluindo para doenças mais graves, como hepatite, cirrose hepática e até mesmo câncer do fígado
c) Doenças cardíacas - Alguns estudos indicam que o risco de doenças do coração (infarto) é 50% maior em mulheres com SOMP. Além disso, mulheres com SOMP têm problemas do coração mais cedo do que outras mulheres que não são portadoras de SOMP. Essas pacientes também têm um risco mais alto de derrame cerebral.
d) Pressão alta - Também conhecida como "hipertensão arterial", é mais comum em mulheres com SOMP, principalmente após os 40 anos de idade.
e) Problemas do colesterol - Mulheres com SOMP costumam apresentar níveis mais altos de LDL-colesterol (o colesterol "ruim") e mais baixos de HDL-colesterol (o colesterol "bom") do que mulheres sem SOMP, bem como níveis mais altos de triglicerídeos. ( Leia mais sobre problemas do colesterol clicando aqui )
f) Câncer - Mulheres com SOMP têm um risco maior de desenvolver câncer do útero (endométrio) e da mama.

Como é feito o diagnóstico de SOMP?

O diagnóstico de SOMP é feito através da história clínica e exame físico da paciente (menstruações irregulares, excesso de pêlos, acne etc.) e de alguns exames complementares.
Os exames que podem ajudar no diagnóstico são:

1) Ultrassom do útero e ovários, que pode mostrar a presença de múltiplos pequenos cistos (nodulações cheias de líquido) em ambos os ovários. Apesar de serem comuns e de darem nome à síndrome, os cistos não estão presentes em todas as pacientes com SOMP, sendo encontrados em cerca de 80% dos casos. Da mesma forma, a simples presença de cistos não é suficiente para fazer o diagnóstico de SOMP, pois até 20% das mulheres normais, sem qualquer alteração dos níveis hormonais, podem apresentar imagens de cistos ao ultrassom. Por isso, é importante diferenciar: “ovários policísticos” (um mero achado de ultrassom) da “síndrome de ovários micropolicísticos” (um distúrbio complexo, com manifestações clínicas conhecidas e que pode apresentar ou não a imagem de ovários policísticos ao ultrassom).

2) Testosterona (hormônio masculino), que muitas vezes está aumentada no sangue;

3) Glicose e colesterol.

Outros exames também podem ser solicitados, dependendo das características de cada paciente. É importante afastar a presença de outros problemas hormonais que podem apresentar sintomas semelhantes à SOMP, principalmente o hipotireoidismo e a hiperplasia adrenal congênita (uma doença das glândulas supra-renais que também cursa com níveis aumentados de hormônios masculinos).
Todas as mulheres com sintomas sugestivos de SOMP devem ser avaliadas por um médico especialista, para determinar a presença ou não da sindrome. O endocrinologista, um médico especializado em transtornos das glândulas e dos hormônios, pode fazer essa avaliação e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.
Embora alguns pacientes e até mesmo alguns médicos considerem a SOMP uma doença puramente ginecológica (uma vez que a maioria dos seus sintomas está relacionada ao sistema reprodutivo feminino), essa síndrome deve ser considerada uma alteração sistêmica (de todo o organismo), pois pode se associar a vários outros problemas, tais como: diabetes, alterações do colesterol e doenças cardíacas. Entretanto, o acompanhamento com um ginecologista também é importante, pois permite a detecção e tratamento precoce de possíves complicações como o câncer de mama e de útero.

Qual é a importância da SOMP?

A SOMP é a causa mais comum de infertilidade (dificuldade para engravidar) nas mulheres que vivem em países desenvolvidos. Também pode causar prejuízo à qualidade de vida das pacientes, que se sentem incomodadas pelo excesso de pêlos ou pela acne, por exemplo.
No entanto, os maiores riscos da SOMP estão associados às alterações decorrentes da resistência à insulina. Esse transtorno faz com que as pacientes com SOMP tenham um risco aumentado de desenvolver diabetes.
Estudos mostram que
até 30% das pacientes com SOMP podem apresentar níveis aumentados de glicose (açúcar) no sangue quando o diagnóstico da síndrome é feito pelo médico. Esses níveis aumentados de glicose às vezes só são detectados através de um teste com ingestão de açúcar via oral (o chamado teste de tolerância à glicose, ou curva glicêmica).
Além disso, mulheres com SOMP freqüentemente apresentam níveis aumentados do chamado “mau colesterol” (LDL). Elas também podem ter níveis baixos do “bom colesterol” (HDL) e níveis aumentados de outras gorduras do sangue, como os triglicérides. Todas essas alterações podem aumentar o risco de ataque cardíaco (infarto) e derrame cerebral, a longo prazo, principalmente em pacientes obesas. ( Leia mais sobre problemas do colesterol clicando aqui )
Outro problema é decorrente da irregularidade menstrual e da falta de ovulação, que fazem com que a camada de revestimento interno do útero (o endométrio) não seja descamado e substituído regularmente (a cada mês). Se esse problema não for tratado, há um aumento do risco de desenvolver câncer do útero.

Como é o tratamento da SOMP?

Embora a SOMP não seja curável, há vários tratamentos disponíveis atualmente que podem equilibrar os níveis hormonais de maneira satisfatória e resolver vários dos problemas associados à síndrome.
Pacientes obesas ou com excesso de peso sempre devem ser aconselhadas a perder peso, através de uma alimentação saudável (com menor ingesta de calorias) e aumento da atividade física. Muitas vezes, apenas essa perda de peso é suficiente para aliviar muitos dos sintomas da síndrome, mesmo com perdas modestas (de 5 a 8Kg, por exemplo). (Leia mais sobre obesidade e perda de peso clicando aqui.)
Além da perda de peso, alguns medicamentos também podem ser utilizados para diminuir os sintomas da SOMP e reverter algumas das alterações hormonais.

Que medicamentos podem ser usados no tratamento da SOMP?

Medicações também podem ser usadas para controlar os sintomas da SOMP. Os anticoncepcionais orais, principalmente aqueles que contêm medicamentos que combatem os hormônios masculinos (por exemplo: acetato de ciproterona e drospirenona), ajudam a tratar a irregularidade menstrual e minimizam a acne e o excesso de pêlos, quando utilizados por vários meses. Estão melhor indicados em pacientes com SOMP que não desejam engravidar.
Mais recentemente, muitos médicos estão preferindo tratar a SOMP com medicações que agem melhorando a resistência à insulina, visto que este parece ser um dos principais mecanismos envolvidos no desenvolvimento da síndrome. Entre essas medicações, a mais utilizada é a metformina, um medicamento originalmente criado para o tratamento de diabetes, mas que provou ser efetivo em reduzir os níveis de insulina, melhorar a irregularidade menstrual, diminuir os pêlos e a acne (embora de maneira não tão evidente quanto com os anticoncepcionais), provocar perda de peso e aumentar a fertilidade de mulheres com SOMP. A metformina ajuda mulheres com SOMP a engravidar, visto que é capaz de aumentar a taxa de ovulação dessas pacientes e parece ter um papel em prevenir abortos precoces. Já foi utilizada inclusive durante a gravidez, aparentemente sem grandes riscos para a mãe ou o feto, mas o seu uso nesta situação ainda não é um consenso entre os especialistas. Mais interessante ainda é o fato de que o uso de metformina, por melhorar a ação da insulina, melhora os níveis de glicose e colesterol, e pode ajudar a prevenir as complicações mais sérias da SOMP, que são o diabetes e as doenças cardiovasculares. Por essa razão, a metformina está sendo cada vez mais utilizada para o tratamento da SOMP, tanto em pacientes obesas como nas magras. Outras medicações que agem melhorando a resistência à insulina mas que ainda não são tão estudadas são a pioglitazona e a rosiglitazona.
Há também tratamentos específicos para induzir a ovulação e obter a gravidez, como o uso de citrato de clomifeno e de gonadotrofinas, que devem ser utilizados sob a supervisão de um ginecologista experiente em reprodução humana.
Também há medicações para reduzir os efeitos dos hormônios masculinos, como a espironolactona e a flutamida. Essas medicações sempre devem ser tomadas junto com anticoncepcionais, visto que podem ser prejudiciais ao feto se a paciente engravidar fazendo uso das mesmas.
Por último, tratamentos para reduzir o excesso de pêlos, como a depilação (usando lâmina, cêra, eletrólise ou laser) ou o uso de cremes que reduzem o crescimento dos pêlos (como a eflornitina) podem ser usados para melhorar o aspecto estético e a auto-estima das pacientes.

Existe alguma cirurgia que pode ser usada para tratar a SOMP?

Antigamente, era muito comum tratar mulheres com SOMP usando uma cirurgia para retirada de uma parte dos ovários (ressecção "em cunha" dos ovários), pois observou-se que esse tipo de procedimento melhorava o ciclo menstrual e aumentava a fertilidade. Entretanto, hoje em dia há vários medicamentos que conseguem desempenhar o mesmo papel dessa cirurgia, com menor risco. Por isso, a cirurgia para tratar a SOMP caiu no desuso e não é mais utilizada atualmente.

 

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Porque não consigo? Aspectos Emocionais da Infertilidade feminina.  escrito em sexta 27 fevereiro 2009 17:27

A infertilidade, para a Medicina, é a dificuldade de engravidar após 12 meses de tentativas, sem uso de nenhum método contraceptivo. No entanto, para as mulheres que passam por esse problema, a infertilidade está além desta definição, é mais do que isso. Não conseguir gerar um filho com a pessoa amada e não conseguir dar continuidade à família é por demais frustrante e desmotivante. Além disso, a sociedade estipula uma série de etapas a serem cumpridas pelas pessoas. Quando uma delas não é cumprida, aparecem as cobranças e imposições. Assim é se você não namora, precisa “arranjar” alguém; se já namora, precisa casar; e, se já casou, precisa ter filhos...

A imposição da sociedade para que tudo aconteça nesta ordem,  colabora para pressionar ainda mais os casais que tentam engravidar. E, se estes não marcarem o seu espaço frente à demanda do outro, pontuando o que os incomoda, para se protegerem, as angústias podem tornar-se insuportáveis. O casal aos poucos pode deixar de ter uma vida social.

Salada de sentimentos

É comum perceber, com todo esse problema, que as mulheres com dificuldade de gravidez começam a se fechar num mundo muito solitário e frio. Deixam de sair com receio dos comentários alheios e piadinhas, sentem-se inferiorizadas frente às demais mulheres, pouco dividem com seus companheiros sentimentos e pensamentos com medo da rejeição do parceiro e, em alguns casos, abandonam seus empregos para dedicarem-se exclusivamente ao tratamento para engravidar.

Com tantas limitações, a infertilidade acaba estando presente em tudo, uma vez que se configura como “não produzir, não criar”.

Percebemos haver uma tendência das mulheres a levarem a infertilidade para outros espaços de sua vida, uma vez que a situação e os fatores a ela relacionados são frustrantes e angustiantes, gerando, principalmente, sentimentos de impotência.

Para contornar este período difícil da vida é necessário que essas mulheres consigam “adubar” e “preparar a terra” a fim de que outras produções sejam possíveis, expandindo seus horizontes para além da gravidez. O processo psicoterapêutico em muito auxilia essa questão. Algumas pacientes engravidaram justamente no momento em que se viam produtivas no trabalho e maduras em sua vida pessoal.

Para situações delicadas e singulares como o enfretamento da infertilidade conjugal não existem receitas prontas (para alguma dificuldade na vida existe?); mas, certamente, a busca por essa expansão de interesses trará um sentimento de eficiência e de auto-valorização para essas mulheres, enquanto a gravidez não vem.

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